Precisamos falar sobre "Blonde" do Frank Ocean!


Como lidar com isso!? Frank está de volta depois de um tempo - que para mim foi longo demais - e nesse Come back, Ocean preparou uma surpresa daquelas que não nos deixa com tempo para respirar. Primeiro ele lança "Endless", um álbum visual, com um filme de 45 minutos que está disponível na Apple Music e cerca de 48 horas depois (20), ele simplesmente tenta nos tirar o ar com o lançamento de mais um álbum, o "Blonde" que até então era intitulado como " Boys Don't cry" - Amei os dois nomes.

O recente trabalho de Frank exalta o R&B contemporâneo trazendo à tona, temas relevantes e referentes à cultura negra. Por mais que estes temas sejam aleatórios em certos casos, notamos o quanto o álbum é conceitual.

Blonde possui 17 faixas que não reduzem o universo do disco. Sonhos, Lutas, Justiça e conflitos sexuais estão presentes em cada uma das letras. Esse come back fez a gente notar que Frank consegue ser grandioso em seu trabalho. As faixas, me trouxeram a várias reflexões pessoais e sobre o mundo, então eu conclui que o Blonde é mais que um disco, é uma mistura de sentimentos e visões de mundo.

Engrandecendo o Disco, ícones da música como Beyoncé, André 3000, James Blake, David Bowie e até mesmo Beatles, estão creditados no projeto do artista premiado com Grammy. Não ouviu nada de Beyoncé no álbum? Calma. Ela aparece com uma voz suave ao final da música Pink + White, isso, ela está no Backing da música. Já André 3000 canta sozinho a faixa Solo (reprise). Os Beatles podem ser encontrados na fantástica "White Ferrari", com melodias de "Here There and Everywhere". Sem falar que ainda tem contribuições de Jamie xx e as melodias de James Blake espalhadas pelo disco.

Em pauta, Ocean resolve contar histórias, como na faixa "Facebook Story" onde é descrito o fim de um relacionamento causado porque - O produtor francês SebastiAn, narrador da estória - não  quis aceitar a parceira em seu Facebook, afirmado que não havia necessidade, já que ele estava presente ao seu lado todos os dias. Na interlude "Be Yourself", é a mãe de Frank que entra em cena. Através de uma ligação telefônica gravada, ela dá conselhos sobre não tentar ser outra pessoa, evitar o consumo de maconha e álcool, acreditar nas próprias ideias e ser confiante consigo. Em "Futura Free" - faixa de 9 minutos, seja paciente, é ótima - o cantor tem a incrível ideia de ser entrevistado pelo próprio irmão mais novo, Ryan Breaux.

Desilusões, Justiça, drogas, perdão é a mistura perfeita que também é encontrada em "Blonde", mostrando que a ousadia de Frank Ocean continua presente desde seu último trabalho, Channel Orange (2012) , e que ele não está disposto a parar de exaltar a cultura negra através de seus versos, como na primeira faixa e single, "Nikes".

"Blonde" não se limita ao campo musical. A expansão do universo do disco está na revista "Boys don't Cry". Com 360 páginas, a publicação traz não só o Cd físico, como também, muitas fotos, poemas encontados no Tumblr de Frank e textos feitos por Kanye West - especificamente sobre as batatas fritas do McDonalds, wtf!? - Lil B e o artista Tom Sachs, além de curiosidades sobre o novo álbum.

Nota: 10.


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Sobre o autor

Oi, oi. Meu Nome é Gabriel Marques, mas pode me chamar de Biel- Agora somos íntimos. Tenho 19 anos, sou de Belém e faço faculdade de Jornalismo. Me considero viciado em internet, na cor azul, em comida, livros, Séries e uma lista de coisas clichês. Eu criei o Meu Extraordinário pra falar de tudo o que eu acho interessante e relevante, seja bem vindo!