Resenha - Batman V Superman.





Quem conhece o passado do diretor Zack Snyder (Sucker Punch, 2011) sabe exatamente o que esperar de Batman v Superman. Fã de explosões grandiosas e cenas de ação exageradas, Snyder, junto a Larry Fong novamente, constrói um ambiente sombrio e tenso no filme que reúne os maiores ícones da DC comics.


Diferente dos filmes de super-heróis recentes, BvS tem uma abordagem mais adulta e séria. Considerado a continuação de Homem de aço (2013) pelo próprio diretor, o filme retrata a divisão de opiniões sobre a permanência de Superman, uma força incontrolável diante dos humanos, na terra e destaca Batman com seu principal inimigo. Diferente do filme Homem de aço, também dirigido por Snyder, em BvS tudo pareceu real e menos fantasioso.

Snyder é mesmo o tipo de pessoa que não aprende com seus erros. Explosões, destruições, heroísmo saturado, o filme segue essa linha o tempo inteiro. BvS tem poucas partes engraçadas – sem considerar as falas loucas de Lex Luthor que beiram o desespero. O filme é o tempo inteiro sério com um tom grandioso despertando aflição pelo que está por vir. O longa se prende em diversos diálogos sem relevância que ainda assim clamam por destaque com seu tom heroico e obscuro. O diretor, que sempre faz uma cena qualquer parecer o destaque com a sua paixão por slow motion, acabou não deixando o destaque para as cenas de batalha que deveriam ser memoráveis. A trilha sonora de Hans Zimmer acompanhou a mania de grandeza do filme e, mesmo não guardando o melhor para o final, transformou cada cena uma real batalha de gladiadores na qual cada momento era emocionante, decisivo e instigante.
O roteiro, escrito por Chris Terrio e David S. Goyer, além de contextualizar a briga entre os protagonistas, contextualiza diversas questões pessoais dos personagens. Clark e Bruce, personagens que tem uma bagagem enorme, lidam com seus respectivos dilemas. Superman, mesmo sendo mais poderoso que qualquer um, se mostra destrutível emocionalmente. Batman, em um roteiro que lutou para contextualizar esse novo Bruce Wayne no meio de tantas figuras, se revela um personagem obcecado com seu objetivo e até um pouco assustador em sua crueldade. Por ser a continuação de Homem de aço, BvS não traz uma contextualização abrangente sobre Clark, mas é possível ver bastante dele durante o filme, assim como é possível ver o equilíbrio que o roteiro faz quando traz à tona o passado de Bruce Wayne. Mesmo que os acontecimentos que fizeram o Batman já estejam claros para muitos, as cenas que exploram a morte dos pais de Bruce são diferentes das outras que todos já viram pelo menos uma vez na vida. E o mérito é mesmo do Zack Snyder que, como sempre, explorou os detalhes deixando tudo visualmente mais agradável.

Todos os tons sombrios do filme foram compensados pelas roupas coloridas e moderninhas do personagem de Jesse Eisenberg, Lex Luthor. Pouco explorado nos trailers, Lex acaba sendo essencial para o desenvolvimento da trama, mesmo tendo motivações bobas. Com falas enigmáticas, Luthor, um cientista megalomaníaco, obcecado e quase sempre psicótico, parece sempre querer ter uma citação gloriosa digna de Jim Moriarty em cada cena. Mesmo sendo cômico em alguns momentos, Jesse foi o mesmo nerd de sempe - Mas merece um crédito porque arrancou boas risadas.


Apesar do titulo sugestivo, Batman v Superman tem uma responsabilidade maior do que mostrar o confronto entre os dois grandes super-heróis. O filme veio como um cartão de visita e como propulsor para os próximos filmes da DC. Diana Prince, a Mulher-Maravilha, interpretada por Gal Gadot não foi a única aparição, já esperada, do filme. Pelo menos cinco minutos do longa deram espaço para a apresentação de Flash (2018), Aquaman (2018) e Cyborg (2020).

Apesar dos exageros, BvS é um ótimo filme. Além da batalha épica já esperada, o filme explora os impasses em que os protagonistas se colocam com suas próprias atitudes. No fim das contas, a ambientação fez jus ao confronto dos dois grandes heróis dos quadrinhos.

Nota: 8.5 de 10

Por: Rebeca Nogueira. 

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Sobre o autor

Oi, oi. Meu Nome é Gabriel Marques, mas pode me chamar de Biel- Agora somos íntimos. Tenho 19 anos, sou de Belém e faço faculdade de Jornalismo. Me considero viciado em internet, na cor azul, em comida, livros, Séries e uma lista de coisas clichês. Eu criei o Meu Extraordinário pra falar de tudo o que eu acho interessante e relevante, seja bem vindo!